Lançamento Coreia#15 + Performance Dance Becomes Her (2022)

Coreia é uma publicação fundada em 2019 de carácter experimental, crítico e discursivo a propósito das artes em geral, firmada numa relação umbilical com a dança. A apresentação do número #15 é acompanhada pela performance Dance Becomes Her, de Lilian Steiner.
No Coreia #15, criamos tempo e espaço para pensar em conjunto. Marijana Cvetković leva-nos aos plenários do movimento estudantil sérvio. A inteligência coletiva é uma prática e a revolta pode ser um gesto terno de construir um lugar, segundo Tender Riot. Colocamos palavras na conversa, com matéria leve, uma fogueira onde nos aquecemos. Já é hora, já vai tarde, diz-nos VALIE EXPORT: a voz forma-se como princípio e as estrofes estão também em revolução. Connor Scott conversa com João Penalva sobre os seus vários começos, e, com Wura Moraes, continuamos os nossos sonhos ancestrais de memória e reparação. Pensamos a impunidade em tempos de genocídio com Brenna Bhandar. A pesar, apesar de, Ana Bigotte relembra, se tivermos memória somos fortes e não volta a acontecer. Malcolm-x Betts, nem sempre é doce, nem sempre é azedo. Estamos todos nisto e, para Lilian Steiner, estas palavras foram feitas para dançar.
PERFORMANCE LILIAN STEINER > DANCE BECOMES HER
Dance Becomes Her (2022) é uma conferência-performance que aborda as formas como a dança e o conhecimento incorporado são partilhados entre corpos e neles arquivados ao longo do tempo. Linguagem e movimento colidem, misturam-se e escorregam entre si ajudando a articular e a demonstrar o assunto em questão, algo que, isoladamente, estas expressões não conseguiriam alcançar “O corpo que dança não cresce sozinho. Alimenta-se daqueles que o rodeiam, consciente e inconscientemente, num momento preciso no tempo e ao longo de uma duração expandida. Tanto através da linguagem como para além dela, as aprendizagens acumulam-se no corpo, nos espaços que ocupa e no arquivo da memória.… e o corpo que dança é uma ferramenta adquirida pela própria Dança. A Dança veste-nos, como um figurino.” Lilian Steiner