We're sorry but this app doesn't work properly without JavaScript enabled. Please enable it to continue.
Skip to main content

PLEXO | Xavier Paes & Inês Tartaruga Água

21 Ago15:00
-
06 Set20:00
Convento São Francisco
Exposições
Preço:
Instalação | 21 agosto – 6 setembro 2026 Quarta a segunda | 15h00 - 20h00 (última entrada 19h30) Entrada gratuita

Evento integrado no Dar a Ouvir, um projeto coorganizado pelo Serviço Educativo do Jazz ao Centro Clube (JACC) e pelo Convento São Francisco, da Câmara Municipal de Coimbra.


PLEXO parte do movimento de corpos celestes e da sua intrínseca circularidade orbital para explorar o universo da música contínua e da música lenta, onde a vibração, os corpos ressonantes, o magnetismo e a escuta atenta são elementos fulcrais. A exposição integra obras como “Variações para Piões n.º 2 (partitura #5, #6, #7 e #8)” (2026) e “Solar Plexus” (2019), que gravitam em torno da sua atração pelo metal e pelos gestos concêntricos e circulares.


Variações para Piões n.º 2 (partitura #5, #6, #7 e #8) é um conjunto de 4 obras gráficas que surgem como registo visual de uma investigação multidisciplinar centrada no pião enquanto objeto sonoro. Através da calcografia (água-forte), estas peças procuram traçar um percurso visual e gravar a memória desse gesto, convertendo-se ao mesmo tempo numa partitura gráfica da composição sonora gerada pelo pião. Cada sulco, órbita e intersecção de linhas é uma transcrição da vibração, frequência e ritmo, estabelecendo uma ponte entre o desenho e a música, entre o gesto e o som.


Solar Plexus (2019) é um ensaio visual e sonoro sobre movimentos celestes, magnetismo, satélites, atração e ressonância. Em estreia nacional, é apresentada agora em formato instalativo. Discos de metal e címbalos vibratórios geram som através da fricção, ligados a um sistema de chapas de metal que ampliam diretamente a vibração dos discos, estendendo-a pelo espaço. Um tempo espectral é evocado por címbalos e motores em movimento lento, que vibram num eixo de rotação, através do uso de baquetas como excitadores. Um sistema completo que produz drones harmónicos metálicos em continuum, amplificados e traduzidos por uma placa reverberante. As esculturas surgem da exploração da serendipidade no movimento, no ser e na prática do respigadorismo.


Esta exposição encontra-se inserida no contexto do ciclo Dar a Ouvir, conta com apoio da DGArtes – Direção-Geral das Artes, e é organizada pelo JACC – Jazz ao Centro Club e pela Câmara Municipal de Coimbra/Convento São Francisco.


O programa encerra com OPUS II e Variações para Piões n.º 1, duas performances que serão apresentadas, respetivamente, nos dias 5 e 6 de setembro.