Sambizanga, de Sarah Maldoror

Programação Associada
Exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)
Ciclo de Cinema
A exibição do filme é seguida de uma conversa entre Henda Ducados, Miguel Cardina e o público.
Estamos em 1961, no início da guerra pela independência angolana. Domingos Xavier é um revolucionário preso por militares portugueses e levado para uma prisão em Sambizanga. A esposa, Maria, procura-o, temendo a tortura ou a morte a que ele possa ter sido sujeito. Um filme que mostra a libertação de Angola pelos olhos de uma mulher, baseado no conto A Vida Verdadeira e Domingos Xavier, de Luandino Vieira. Através da trajetória de Maria, o filme evidencia a brutalidade do colonialismo português, mas também a solidariedade entre os angolanos e a dignidade daqueles que participaram na luta pela independência. Sambizanga é simultaneamente um filme político, um tributo às resistências africanas e um retrato profundamente humano da coragem quotidiana.
"A frescura e a beleza do filme são inseparáveis do seu poder. O filme parece fluir como um rio, tem energia. Um filme excecional de um artista notável! ".
Martin Scorsese
Henda Ducados - filha da cineasta francesa Sarah Maldoror e do escritor, poeta e nacionalista angolano Mário Pinto de Andrade. A sua infância, partilhada com a irmã Annouchka de Andrade, desenrolou-se entre Marrocos, Argélia e França, num ambiente multicultural e profundamente ligado à arte e à política. Formada em Economia pela Loyola University Chicago e em Sociologia pela London School of Economics. Em 2020, cofundou com a irmã a Associação dos Amigos de Sarah Maldoror e Mário Pinto de Andrade, com a missão de preservar, valorizar e divulgar o legado político e cultural dos seus pais — duas figuras incontornáveis que usaram a cultura como instrumento de emancipação e liberdade dos povos.
Ficha Artística/Técnica
Realização: Sarah Maldoror
Argumento: Maurice Pons, Sarah Maldoror e Mario de Andrade
Elenco: Domingos de Oliveira, Elisa Andrade, Jean M'Vondo, Benoît Moutsila, Lopes Rodrigues, Henriette Meya
Fotografia: Claude Agostini
Montagem: Sarah Maldoror
Produção: Isabelle Films
Ano: 1972
Versão restaurada em 4K em 2021 pelo World Cinema Project da The Film Foundation e pela Cineteca di Bologna à l'Image Retrouvée, em associação com as Éditions René Château e a família de Sarah Maldoror.
PRÉMIOS
Festival de Cartago-1972
Prémio do Ofício Católico de Ouagadougou – FESPACO-1973