Um corpo-bagagem na biblioteca imaginada – Exposição Meridianos

Conversa
Programação Associada
Exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)
O que é uma biblioteca e como imaginar uma biblioteca baseada no corpo?
Que lutas traz esse corpo, e como se traduzem nos livros que escreve ou nos livros que lê?
A partir do conceito de corpo-bagagem, de Beatriz Nascimento, assim como a ideia de walking archives de Sónia Vaz Borges, estas quatro sessões de ativação da biblioteca da exposição Meridianos de Futuro, convidam intelectuais a conversarem sobre um livro, um pensamento ou uma trajetória associada à Casa dos Estudantes do Império de Coimbra. A ideia destes encontros é que a conversa possa abordar não apenas o conhecimento impresso num formato fechado, mas pensar sobre os saberes transportados nos corpos e experiências.
Gisela Casimiro | 2 de junho | 18h30
Gisela Casimiro, nasceu na Guiné-Bissau em 1984. É escritora, artista, oradora, tradutora e ativista. Publicou Erosão, Giz (poesia) e Estendais (crónicas). É coargumentista da série Novas Narrativas de Caça. Assinou as peças Casa com Árvores Dentro (encenada por Cláudia Semedo) e Vida: Uma Aplicação (PANOS/TNMII). Apoiou a dramaturgia de «Blackface!», de Marco Mendonça, e de «Bixa Bixo» do colectivo Afrontosas, bem como a criação de «Belonging», de Raquel André. Em teatro, trabalhou ainda com Ana Borralho & João Galante, Cristina Carvalhal, Romeo Castellucci, Milo Rau & Servane Dècle. Expôs no Armário, Balcony, ZDB, Galerias Municipais do Porto, Lisboa e Almada, MACE, Appleton e Museu Afro-Brasil Emanoel Araújo. Traduziu Irmã Marginal e Os Diários do Cancro, de Audre Lorde, e Miss Major Fala: Conversas com uma Revolucionária Trans Negra, de Toshio Meronek e Miss Major Griffin-Gracy. Co-coordenou de 2022 a 2025 o Clube de Leitura do Cinema Batalha. Foi residente na YBYTU (São Paulo) e na T-Yard (Bergen). É cofundadora da UNA – União Negra das Artes.
Curadoria
Raquel Lima