O Que Me Faz Artista?

Marina Guzzo é uma das artistas que esteve presente na última edição de Linha de Fuga. Aproveitando a sua vinda a Coimbra para a inauguração da exposição Mistura #8, dia 13 de setembro, no Jardim Botânico da Universidade de Coimbra, falamos com a investigadora sobre a importância da relação interespécies e da variável tempo nas suas práticas. Como pode uma criação tratar de questões políticas com a sensibilidade artística de um determinado contexto?
 
Marina Guzzo, artista e pesquisadora, concentra as suas criações na interface do corpo e da paisagem, misturando dança, performance e circo ao tensionar os limites da subjetividade nas cidades e na natureza. Desde 2011, tem como centro de sua pesquisa a crise climática e o papel do artista na produção de imaginários para travessias de um mundo em ruínas no Antropoceno. Trabalha em parcerias com equipamentos de saúde, cultura e assistência social, pensando a arte como ação política que tece uma rede interespecífica complexa de pessoas, instituições, objetos, plantas, animais, fungos e paisagem. Pós-doutora pelo Departamento de Artes Cênicas da ECA-USP e mestra e doutora em Psicologia Social pela PUC-SP. É Professora Associada da Unifesp no Campus Baixada Santista, pesquisadora do Laboratório Corpo e Arte no Instituto Saúde e Sociedade.