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A Morte do Diabo

08 Nov17:00
-
18:05
Convento São Francisco
Música
Preço:
€10 bilhete [preço único]

A MORTE DO DIABO é um espetáculo musical, irónico, poético e com uma forte componente visual que evoca o sonho como esperança coletiva para construir um mundo melhor.


Composta em 1869, A Morte do Diabo (fragmentos de uma opereta), conhecida apenas por referências em textos dispersos dos seus libretistas Eça de Queirós e Jaime Batalha Reis, esteve perdida durante 120 anos. Foi descoberta no espólio do autor da música, Augusto Machado, na Biblioteca Nacional, numa partitura sem qualquer menção ao título nem aos autores. Esta é a opereta inédita reunida graças a Irene Fialho (que a reencontrou), Mário Vieira de Carvalho e José Brandão. A Morte do Diabo mostra a expressão humorística dos seus autores, sobretudo de Eça de Queirós, numa faceta pouco conhecida, o verso cómico.


No retrato que Eça de Queirós traça do país, nada é esquecido. Política, economia, sociedade e cultura completam-se reciprocamente no contributo para o diagnóstico de fundo: "O povo está cansado de ver que nada temos adiantado desde o século XVIII”, dizia o autor no século XIX e continuamos a dizer nós em pleno século XXI.


O espetáculo que agora apresentamos foi construído a partir dos fragmentos encontrados e completado a través de uma composição teatral e musical originais. A narrativa parte de um contexto de cansaço, descrédito, inércia e omnipresente tédio para brandir com entusiasmo, tal como o jovem Eça de Queirós, a arma de eleição para atacar o status quo: a exposição ao ridículo. O escárnio permite-nos pensar o presente com lucidez e o riso ajuda-nos e definir caminhos possíveis para a cura. A MORTE DO DIABO usa a música instrumental e cantada como um meio seguro e ativo de propagação de uma ideia: o povo é convidado a erguer-se contra a apatia e a defender as valiosas conquistas sociais proporcionadas pela revolução de abril de 1974.



Ficha Artística/Técnica

A partir de fragmentos de uma opereta

Libreto de Eça de Queirós e Jaime Batalha Reis

Música de Augusto Machado

Edição de Irene Fialho, Mário Vieira de Carvalho e José Brandão

Produção Coprodução: Banda Amizade Banda Sinfónica de Aveiro e Teatro Aveirense

Direção de produção: Emídio Abrantes

Composição musical: Rodrigo Neves

Direção musical: Carlos Marques e João Paulo Fernandes com a Filarmónica União Taveirense

Cantores: Alice Boavista [Ventre], Luís Freitas [Mefisto], Ricardo Neves [Satanás] e Susana Milena [Lorette]

Cenografia, figurinos e adereços: Adriana Simões, Romena Laranjeira e Anisabel Teles

Desenho de iluminação: Dino Costa

Técnico de som: Gonçalo Santos Batista

Desenho gráfico e comunicação: Sofia Simões