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(un)Dress

Espetáculo encenado em volta da história de um casamento desfeito, de um vestido de noiva escolhido e comprado, mas que nunca chegou a ser utilizado. Símbolo de expectativas goradas, resvala da idealização para o vazio e a perda. Perdeu-se o momento. A dessincronia levaria a que a possibilidade do encontro belo não se realizasse.



Em grego clássico, a palavra para bonito ou belo é ὡραῖος, hōraios, um adjetivo que vem da palavra ὥρα, hōra, que significa “hora”. No grego, a beleza estava, assim, associada a “estar na sua hora”, “no seu momento”.



Nas palavras de Fernando Pessoa, no Livro do Desassossego:



O amor romântico é como um traje, que, como não é eterno, dura tanto quanto dura; e, em breve, sob a veste do ideal que formamos, que se esfacela, surge o corpo real da pessoa humana, em que o vestimos. O amor romântico, portanto, é um caminho de desilusão. Só o não é quando a desilusão, aceite desde o princípio, decide variar de ideal constantemente, tecer constantemente, nas oficinas da alma, novos trajes, com que constantemente se renove o aspecto da criatura, por eles vestida.



A encenação coreográfica foi coletivamente construída a partir do objeto “vestido de noiva”, com orientação de Cláudio Vidal, em que atores e bailarinos se encontram e vestem e despem os seus preconceitos e as suas mágoas. Símbolo de expectativas goradas, o enredo resvala da idealização e do desejo para o vazio e a perda. A perda do momento, do ideal, “faz surgir o corpo real da pessoa, em que o vestimos”.



Encenação coreográfica com inspiração em Zygmunt Bauman, na contact improvisation, no movimento autêntico e no animal flow.



Grupo de Expressão Dramática InterDito






  • Bilhete p/estudantes: 3€

  • Bilhete p/público geral: 5€



(Para todos os públicos)