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José Afonso, ao Vivo nos Coliseus, 1983 — Gonçalo Amorim | TEP

01 Out21:00
-
23:30
Teatro
Preço:
Cadeiras de Orquestra e 1.ª Plateia €10 €8 estudantes / maiores de 65 anos / grupos (mínimo 10 pessoas) / desempregados / profissionais de artes performativas e de música 2.ª Plateia e Balcão €8 €6 estudantes / maiores de 65 anos / grupos (mínimo 10 pessoas) / desempregados / profissionais de artes performativas e de música Cartão Amigo CSF aplicável (40% de desconto)

Espetáculo inserido na programação do Festival CORRENTES DE UM SÓ RIO - 9.ª Edição. Encontro da Canção, do Fado, da Música e das Guitarras de Coimbra, que se realiza de 1 a 6 de outubro de 2026.



Em 1983, José Afonso, já gravemente debilitado pela doença que o levaria à morte quatro anos depois, subiu aos palcos dos coliseus de Lisboa e do Porto para os seus últimos concertos. Acompanhado por músicos e amigos de longa data, enfrentou com dignidade e emoção a difícil tarefa de cantar numa fase em que a saúde já o traía. O concerto de Lisboa, registado pela RTP, tornou-se um marco na memória coletiva portuguesa e foi perpetuado em álbum, filme-concerto e, mais recentemente, numa edição restaurada que recupera quase integralmente o espetáculo.

José Afonso, ao vivo nos Coliseus, 1983 é um espetáculo multidisciplinar que entrelaça música, teatro, performance e poesia. Com direção artística de Gonçalo Amorim e textos originais de Lígia Soares, Marta Figueiredo, Miguel Cardoso, Rui Pina Coelho e Susana Moreira Marques. O espetáculo não pretende reconstituir o concerto original, mas reinventá-lo à luz de uma abordagem contemporânea inspirada no Gig Theatre, uma forma híbrida funde a energia dos concertos ao vivo com a narrativa teatral, reinterpretando o legado de Zeca com liberdade criativa e profunda ressonância emocional.

O espetáculo parte do adeus simbólico que esses concertos representaram — não só o adeus de um artista, mas também o fim de uma era. Com a despedida de José Afonso, Portugal parecia também dizer adeus à utopia de Abril, num tempo em que o país se preparava para novas transformações. É com essa consciência histórica e afetiva que o espetáculo evoca a coragem, a melancolia e a persistência de um povo, celebrando a memória de um dos seus maiores cantores e o eco inapagável da sua voz na construção da democracia portuguesa.



Ficha Artística/Técnica

Encenação: Gonçalo Amorim

Coordenação dramatúrgica: Rui Pina Coelho

Textos: Lígia Soares, Marta Figueiredo, Miguel Cardoso, Rui Pina Coelho, Susana Moreira Marques

Interpretação: Catarina Chora, Catarina Carvalho Gomes, Inés Salvado, Hugo Inácio

Banda: Mariana Leite Soares, Pedro João, Josué, Saulo Giovannini, Teresa Costa

Direção musical: Mariana Leite Soares, Pedro João

Cenografia: Catarina Barros

Figurinos: Cátia Barros

Assistência de Cenografia e Figurinos: Susana Paixão

Desenho de luz: Nuno Meira

Técnico de luz: Renato Marinho

Desenho de som: Mariana Leite Soares

Operação de som: Miguel Serrão

Vídeo: José Freitas

Apoio à pesquisa: João Carlos Callixto, Pedro Afonso, Zélia Afonso

Direção de Produção: Nuno Eusébio

Produção Executiva: Susana Figueira Henriques

Assessoria de Comunicação e Imprensa: Bruno Moreira

Design Gráfico: Marta Ramos

Centro de Documentação: Ana Catarina Soares, Carolina Ventura

Coprodução: Teatro Experimental do Porto, Teatro Municipal do Porto, Fundação Caixa Geral de Depósitos - Culturgest, Centro Dramático Galego, CineTeatro Louletano

Apoio: Centro Cultural Português em Vigo | Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P. – Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal

O TEP (Teatro Experimental do Porto) é uma estrutura financiada pelo Governo de Portugal/Ministério da Cultura/Direção-Geral das Artes e apoiada pela Câmara Municipal do Porto


Espetáculo com LGP (Língua Gestual Portuguesa) e AD (Audiodescrição)