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Filipe Raposo

25 Jan17:00
-
18:15
Convento São Francisco
Música
Preço:
€8 €6 estudantes / maiores de 65 anos / grupos (mínimo 10 pessoas) / desempregados / profissionais de artes performativas e de música Cartão Amigo CSF aplicável (40% de desconto) - Para a aquisição de bilhetes destinados a pessoas com mobilidade reduzida, solicita-se o contacto com a bilheteira do Convento São Francisco, disponível diariamente entre as 15h00 e as 20h00, através do número 239 857 191 ou do endereço de e-mail bilheteira@coimbraconvento.pt. As pessoas com bilhete de mobilidade reduzida têm direito a um bilhete gratuito para a respetiva pessoa acompanhante.

"Durante muito tempo, na Europa,

parece ter havido três cores

mais importantes do que todas a outras,

pelo menos no plano social e simbólico:

O branco, o preto e o vermelho,

ou seja, do ponto de vista histórico,

o branco e os seus dois contrários.


Michel Pastoureau in Branco, História de uma cor



Filipe Raposo, recentemente premiado no aclamado Festival de Cinema de Málaga pela sua composição para o filme Lo Que Queda de Ti (2025), encerra este ano a trilogia das cores.

"A Trilogia das Cores parte de uma reflexão artística sobre a influência da cor ao longo da História, mas também no meu percurso enquanto músico: o vermelho (ØCRE vol.1), o preto (ØBSIDIANA vol.2), e o branco (VARIAÇÕES DO BRANCØ vol.3), as três cores de Orfeu. Partindo de uma lista simbólica, como o branco-cal, o branco-pão, o branco-gelo, o branco-linho, o branco-luz, ou a noite branca, a cor vai-se desdobrando em múltiplas e renovadas colheitas. Neste ensaio sonoro, qual rio lento que se afeiçoa à paisagem por onde flui, a cor vai sugerindo e moldando o processo composicional e dramatúrgico”.

Filipe Raposo


Sobre a Trilogia das Cores

É um ensaio sonoro e visual revelado em 2019, numa reflexão artística sobre a influência de 3 cores na história da humanidade: vermelho, preto e o branco. Sistema ternário que representa, desde a Antiguidade Clássica, um papel simbólico na civilização.


"Em contos e fábulas a cor serve para distinguir personagens, funções sociais: o vermelho associado aos guerreiros, o preto associado ao trabalho e o branco ligado à função sacerdotal.” Filipe Raposo


ØCRE, lançado em 2019, abordou a variação do vermelho, a cor associada ao nascimento da arte, e os seus múltiplos significados: o poder, o amor ou a morte.

Em 2022, Filipe Raposo deu-nos a conhecer ØBSIDIANA, celebrando o preto, historicamente ligado a conotações que vão desde a ausência da própria cor ao tom sofisticado.

Neste ano de 2025, cumpre-se a trilogia com o lançamento de VARIAÇÕES DO BRANCØ., que simboliza o renascimento, a primavera, o sul através da cal, e é uma cor também presente nas grandes planícies gélidas, ou nos grandes desertos de areia. É a cor da resiliência e até, em algumas culturas orientais, a cor do luto.



Ficha Artística/Técnica

Piano, composição e produção musical: Filipe Raposo

Fotografia: Abel Andrade

Design gráfico: Paula Delecave

Gravação: André Tavares

Produção executiva: Joana Ferreira/ANTN

Difusão: Ainda Não Tem Nome ac