Filipe Raposo

"Durante muito tempo, na Europa,
parece ter havido três cores
mais importantes do que todas a outras,
pelo menos no plano social e simbólico:
O branco, o preto e o vermelho,
ou seja, do ponto de vista histórico,
o branco e os seus dois contrários.”
Michel Pastoureau in Branco, História de uma cor
Filipe Raposo, recentemente premiado no aclamado Festival de Cinema de Málaga pela sua composição para o filme Lo Que Queda de Ti (2025), encerra este ano a trilogia das cores.
"A Trilogia das Cores parte de uma reflexão artística sobre a influência da cor ao longo da História, mas também no meu percurso enquanto músico: o vermelho (ØCRE vol.1), o preto (ØBSIDIANA vol.2), e o branco (VARIAÇÕES DO BRANCØ vol.3), as três cores de Orfeu. Partindo de uma lista simbólica, como o branco-cal, o branco-pão, o branco-gelo, o branco-linho, o branco-luz, ou a noite branca, a cor vai-se desdobrando em múltiplas e renovadas colheitas. Neste ensaio sonoro, qual rio lento que se afeiçoa à paisagem por onde flui, a cor vai sugerindo e moldando o processo composicional e dramatúrgico”.
Filipe Raposo
Sobre a Trilogia das Cores
É um ensaio sonoro e visual revelado em 2019, numa reflexão artística sobre a influência de 3 cores na história da humanidade: vermelho, preto e o branco. Sistema ternário que representa, desde a Antiguidade Clássica, um papel simbólico na civilização.
"Em contos e fábulas a cor serve para distinguir personagens, funções sociais: o vermelho associado aos guerreiros, o preto associado ao trabalho e o branco ligado à função sacerdotal.” Filipe Raposo
ØCRE, lançado em 2019, abordou a variação do vermelho, a cor associada ao nascimento da arte, e os seus múltiplos significados: o poder, o amor ou a morte.
Em 2022, Filipe Raposo deu-nos a conhecer ØBSIDIANA, celebrando o preto, historicamente ligado a conotações que vão desde a ausência da própria cor ao tom sofisticado.
Neste ano de 2025, cumpre-se a trilogia com o lançamento de VARIAÇÕES DO BRANCØ., que simboliza o renascimento, a primavera, o sul através da cal, e é uma cor também presente nas grandes planícies gélidas, ou nos grandes desertos de areia. É a cor da resiliência e até, em algumas culturas orientais, a cor do luto.
Ficha Artística/Técnica
Piano, composição e produção musical: Filipe Raposo
Fotografia: Abel Andrade
Design gráfico: Paula Delecave
Gravação: André Tavares
Produção executiva: Joana Ferreira/ANTN
Difusão: Ainda Não Tem Nome ac