Residência Artística Mente de Cão

Entramos diretamente para o palco do teatro. Um grupo de pessoas, com várias raízes culturais e linguagens artísticas diversas, começam um jogo, cheio de variáveis, que questiona “O que é ainda Inominável, hoje?”.
Corpos Inomináveis parte de uma leitura coreográfica do romance de Samuel Beckett, O Inominável, para investigar os limites da liberdade, do em-comum e da linguagem.
O que pode um corpo? Qual a possibilidade de encontrarmos um discurso coletivo sobre algo? O que fazemos com os nossos lugares de fala e de contemplação? Herdando de Beckett uma tensão entre o dito e o não dito, entre o que se vê e o que não se vê, convidamos a um jogo de adivinhação, em que questionamos os limites entre o dentro e o fora: do corpo, do teatro, da vida.
Uma peça em forma de Jam Session, que, tal como Beckett, suprime elementos da narrativa, desenvolvendo um fluxo do movimento, que é feito de corpos, de imagens, de palavras, de encontros, de acontecimentos. No final, devolve-se aos espectadores a leitura dos ingredientes e da degustação: afinal o que é que aconteceu? E o que é ainda inominável, hoje? Numa vontade infinita de afinação e de provocação do presente.