Nome, de Sana Na N’hada, com Binete Undonque, Marcelino Antonio Ingira, Marta Dabo e Abubacar Banora

Programação Associada
Exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)
Ciclo de Cinema
A exibição do filme é seguida de uma conversa entre Sumaila Jaló, Miguel Cardina e o público.
Sana Na N'Hada, o veterano realizador guineense, revisita a memória da Guerra Colonial e da sua juventude na luta contra o exército português.
Nome, com estreia mundial no L'Acid em Cannes, é uma abordagem poética e ficcional acompanhada por imagens de arquivo da época, originalmente documentadas por Na N'Hada e os seus camaradas. Um filme para compreender a história do país, que evoca uma reflexão sobre o passado e o presente: "Será que é esta a Guiné-Bissau pela qual lutámos?"
Estamos em 1969 e em plena Guerra Colonial Portuguesa na Guiné-Bissau. Antes de mergulharmos no conflito, vemos o dia-a-dia do protagonista, Nome, e as suas relações com a mãe e a Nambu, por quem está apaixonado.
Mas Nome não ficará na aldeia por muito mais tempo e entregará o seu corpo e alma à luta armada junto das guerrilhas do PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde) para combater o exército português.
Torna-se um herói atormentado por tudo o que aconteceu.
Festivais e Prémios
- Indie Lisboa 2024 | secção Rizoma
- ACID - Association du cinema independente pour la Difusion - Cannes, 2023
- Festival International du Film Independant de Bordeaux 2023 | Grande Prémio da Competição Internacional e menção especial para a atriz Binete Undonque
- IFFR - International Film Festival Rotterdam 2024 | secção Harbour
- Du Grain à Démoudre 2023 | Prémio de Melhor Longa-metragem
- Luanda PAFF - Festival Internacional de Cinema Panafricano de Luanda 2023 | Prémio de Melhor Film, Prémio de Melhor Realização e Prémio de Melhor Atriz para Binete Undonque
Imprensa
"(...) Há, de facto, algo mágico nas visões que "Nome” possibilita ao espectador. Este é um dos filmes mais belos com produção portuguesa nos últimos tempos, levando os limites do digital além do que se pensaria possível." Claudio Alves, Magazine HD
«Um conto romântico e poético, um fresco que evoca o ímpeto da revolução e a amargura dos despertares» Cahiers du Cinéma
«Uma obra-prima, uma fábula universal, uma epopeia mágica» Les Inrocks
«A descoberta de um filme e de um cineasta» Cahiers du Cinéma
«A ressonância espectral da realidade» La Septième Obsession
«O raro poder romântico de uma obra que persegue o seu espectador» L'Histoire
Ficha Artística/Técnica
Realização: Sana Na N’hada
Assistente de realização: Ângela Sequeira
Argumento: Virgílio Almeida, Olivier Marboeuf
Fotografia: João Ribeiro
Música original: Remna Schwarz
Montagem: Sarah Salem
Som: Tristan Pontécaille
Produtores: Luís Correia, Olivier Marboeuf
Uma co-produção Lx Filmes (Portugal), Spectre Productions (França), Geba Films (Guinea-Bissau), Geração 80 (Angola) e The Dark (França)
Distribuição em Portugal Risi Film
Portugal, França, Guiné-Bissau, Angola, 2024, drama
Sana Na N'hada
Foi o primeiro realizador da história do cinema bissau-guineense. Estudou no Instituto de Artes e Indústrias Cinematográficas de Cuba, entre 1967 e 1973, juntamente com Flora Gomes, Josefina Lopes Crato e José Bolama. Um grupo de jovens guineenses enviados pelo revolucionário Amílcar Cabral e o PAIGC (Partido Africano para a Independência da Guiné-Bissau e Cabo Verde) com a missão de aprender cinema para regressar ao seu país e documentar a guerra da independência travada com Portugal. A 24 de setembro de 1973, documentou a proclamação do Estado da Guiné-Bissau e continuou a missão que Amílcar Cabral lhe tinha confiado: "filmar a história do seu país para apoiar o seu desenvolvimento”. Foi cofundador do Instituto Nacional de Cinema e Audiovisual da Guiné-Bissau (INCA), do qual foi eleito diretor e onde permaneceu em funções até 1999. Colaborou com vários realizadores na exploração do continente Africano como Chris Marker e Sarah Maldoror. O cinema de Sana é construído num vaivém entre a memória da ocupação portuguesa, as lutas pela independência e uma meditação sobre a destruição das sociedades tradicionais da Guiné-Bissau - e, com elas, de um modelo ecológico em que o homem aceita os poderes de uma natureza à qual sabe pertencer.
Sumaila Jaló
Licenciado em Estudos de Língua Portuguesa pela Escola Normal Superior Tchico Té, Bissau, em 2017, e Mestrado em História Contemporânea pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto em 2020. Professor do Ensino Secundário pelo Liceu Agostinho Neto, Bissau (2014-2018). Estudante de Doutoramento em Discursos: Cultura, História e Sociedade, pela Faculdade de Letras e Centro de Estudos Sociais da Universidade Coimbra. Bolseiro da FCT. Membro da redação da Agenda Cultural de Bissau; investigador interessado em questões da educação, história e cultura da Guiné-Bissau e países africanos de língua oficial portuguesa.