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Independência, de Fradique

17 Out21:30
-
23:30
Cinema e audiovisual
Exposições
Preço:
Entrada gratuita, sujeita à lotação máxima de 90 participantes. Inscrição prévia na bilheteira do Convento, diariamente, entre as 15h00 e as 20h00, através do e-mail: bilheteira@coimbraconvento.pt ou do telefone 239 857 191.

Programação Associada

Exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)

Ciclo de Cinema

A exibição do filme é seguida de uma conversa entre Indi Mateta, Helena Wakim Moreno, Miguel Cardina e o público.


A 11 de Novembro de 1975 Angola proclamou a independência, 14 anos depois do início da luta armada contra o domínio colonial português. O regime de Salazar recusava qualquer negociação com os independentistas, aos quais restava a clandestinidade, a prisão ou o exílio. Quando quase toda a África celebrava o fim dos impérios coloniais, Angola e as outras colónias portuguesas seguiam um destino bem diferente. Só após o golpe militar de 25 de Abril de 1974 ter derrubado o regime, Portugal reconheceu o direito dos povos das colónias à autodeterminação.


Os anos de luta evocados em "Independência" determinaram o rumo de Angola após 1975. Opções políticas, conflitos internos e alianças internacionais começaram a desenhar-se durante a luta anti-colonial. As principais organizações (FNLA e MPLA e, mais tarde, UNITA) nunca fizeram uma frente comum e as suas contradições eram ampliadas pelo contexto da Guerra Fria. A independência foi proclamada já em clima de guerra, mas com muita emoção e orgulho, como é contado neste filme documentário realizado por Fradique.


Ficha Artística/Técnica

Realização: Fradique (Mário Bastos)

Produção: Paulo Lara & Jorge Cohen

Consultoria Histórica: Conceição Neto

Dir. de Fotografia: Kamy Lara


Fradique

Mário Bastos, conhecido artisticamente como Fradique, é um realizador e argumentista angolano nascido em Luanda em 1986. Formado em cinema pela New York Film Academy e licenciado em Belas Artes pela Academy of Art University de São Francisco, destacou-se no panorama cinematográfico angolano com obras que exploram a identidade e memória coletiva do país. O seu documentário Independência (2015), que aborda a luta pela libertação de Angola, recebeu o Prémio Nacional da Cultura para o Cinema e foi distinguido como Melhor Documentário no Festival Internacional dos Camarões. O filme integrou ainda as seleções oficiais dos festivais de Luxor, Durban e Pan Africano. Em 2020, Fradique lançou Ar Condicionado, uma longa-metragem de ficção que estreou no Festival Internacional de Cinema de Roterdão, concorrendo aos prémios Audience Award e FIPRESCI Award. O filme foi também premiado como Melhor Ficção nos festivais Arquiteturas e Innsbruck. Fradique é cofundador da produtora Geração 80, através da qual tem impulsionado o cinema angolano contemporâneo, promovendo narrativas autênticas e visões africanas.