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Rui Sinel de Cordes

Filho de 80, adolescente rebelde criado nos anos 90, este espetáculo acompanha o desenvolvimento de Rui Sinel de Cordes durante as duas melhores décadas da história da humanidade mas também de um país que nos últimos 45 anos fez crescer o sentimento que muitos têm de amor/ódio em relação a ele.

O contraste da luz, da cor e dos sonhos dos primeiros anos, com a dureza escura das promessas não cumpridas nos 25 seguintes.

Na memória de todos os que viveram estes tempos ecoa um particular quadro na parede de casa dos nossos avós: a Nossa Senhora, de coração nas mãos, que parecia já ela avisar-nos do que aí vinha. “Aqui têm o meu coração, não preciso, circula-se melhor por cá sem ele”.

Portugal, um local onde uns afirmam que ainda está por realizar, outros questionam o motivo de ainda estarmos à espera.

No entanto, este espetáculo também é uma resposta aos que não sabem o que é a nossa cultura ou a desconsideram. Como pode algo que nos motiva sentimentos tão poderosos os mais poderosos, amor e ódio não prestar?

Do mesmo autor de Gente da Minha Terra e Very Typical surge uma nova visão de Portugal. Uma carta de amor pintada com os tons escuros que só o humor negro pode apresentar. Num país tão trágico mas com tanto potencial, este humor não é a melhor maneira de o caracterizar, talvez seja a única. — Showtime Stage