Mesmo Destas Pedras Pode Deus

Através de cinco composições originais inspiradas em cinco peças das coleções do MNMC, Luís Figueiredo percorre a história deste lugar, dos seus vestígios medievais ao edifício barroco até a sua configuração atual, enquanto auditório. Entre composição e improvisação, o pianista evoca figuras e iconografias associadas à história da igreja, num percurso que culmina em São João Baptista, o seu orago.
Luís Figueiredo (Coimbra, 1979) é pianista, compositor, arranjador e produtor musical. Estudou no Conservatório de Música de Coimbra, na Universidade de Aveiro e no Hot Clube de Portugal. Estudou com Vitali Dotsenko e Mário Laginha, entre outros. Trabalha nas intersecções do jazz com outros domínios musicais, como a improvisação livre, a música erudita e o universo das canções. Tem colaborado com inúmeros artistas e ensembles nacionais e internacionais, resultando numa extensa discografia. Para além do seu trabalho em nome próprio, integra os projetos Sul (com Bernardo Couto e Bernardo Moreira), Kintsugi (com João Mortágua e Pedro Branco) e Many Rivers (com Ricardo Formoso), entre outros. Desde 2016, é também músico acompanhador da fadista Cristina Branco. Assinou o arranjo da canção vencedora do Festival Eurovisão da Canção 2017, Amar Pelos Dois, sendo também o compositor da banda sonora original da edição de 2018 do mesmo festival. Com Rita Maria e Mário Franco, é cofundador da «Roda Music», uma etiqueta discográfica dedicada ao jazz, à música improvisada e à música erudita do século XXI. Luís Figueiredo é doutorado em Música pela Universidade de Aveiro, onde trabalhou até 2019 enquanto professor auxiliar convidado para a área do jazz.
Esta iniciativa resulta da parceria entre o Museu Nacional de Machado de Castro (MNMC) e o Teatro Académico de Gil Vicente, reforçando a cooperação entre duas instituições culturais de referência da cidade de Coimbra, permitindo cruzar públicos e valorizar os espaços e o património da cidade enquanto lugares de encontro, fruição e participação. A parceria entre o MNMC e o Teatro Académico de Gil Vicente constitui, assim, uma oportunidade para potenciar recursos, partilhar conhecimento e criar novas possibilidades de programação, contribuindo para uma oferta cultural mais articulada e diversificada em Coimbra.