Os Amantes Regulares

François tem 20 anos em Maio de 1968, tempo de revoltas estudantis em França. Há cargas policiais sobre as barricadas construídas pelos jovens. É aí que pela primeira vez se cruza com Lilie, uma bela rapariga. François escreve, é um poeta não publicado, com os seus amigos, artistas e estudantes. São uma dezena, têm entre 20 e 25 anos: fumar haxixe, a descoberta do ópio, mudar a vida, as festas e as raparigas. Lilie reaparece uma noite. O desejo de revolução é forte. Mais forte ainda o amor que vai nascer entre François e Lilie. Maio de 68 o ano de 69 Paris, a Europa, a juventude, tentações e perigos, tudo se mexe muito, ou demasiado rápido. A vida de um grupo o seu fim a revolução que se apaga E o primeiro grande amor a morrer Os Amantes Regulares é o último filme de Philippe Garrel. — Público
 
Philippe Garrel é um realizador e actor francês. Recebeu o Prémio Jean Vigo por L’Enfant secret em 1982. Recebeu duas vezes o Leão de Prata em Veneza para a Melhor Realização, com Jentends plus la guitare e em 2005 com Os Amantes Regulares, pelo qual também recebeu o Prémio Louis-Delluc.
Ciclo Eustache & Garrel – Os inclassificáveis do cinema francês
Em 1967, Philippe Garrel, então com 19 anos, encontra Jean Eustache num café, como nos conta Philippe Azoury no livro Jean Eustache – Un amour si grand. Era um encontro de artistas para um documentário para a televisão, Le jeune Godard et ses émules. Garrel retomará esta sequência no seu filme de 1988, Les Ministères de l’art, que dedica à memória de Eustache, uma sequência de rara beleza, na qual este é filmado de muito perto, o seu rosto com os olhos azuis enrugados e um sorriso encantador a ocupar a quase totalidade do plano.