Pontos nos iii - A energia nuclear na atual crise energética e nos conflitos militares

Rui Curado da Silva, coordenador do grupo i-ASTRO do LIP - Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas, professor da Universidade de Coimbra e investigador principal da experiência GLOSS (Gamma-ray Laue Optics and Solid State detectors) e da missão THOR (Terrestrial Gamma-ray Flash Science and Monitoring for Aviation Safety), é o convidado da sessão Pontos nos iii - Science Beer Talks de 16 de setembro, com o tema A energia nuclear na atual crise energética e nos conflitos militares.
Em 1954, a primeira central nuclear foi ligada à rede elétrica. Depois de um forte crescimento até ao final dos anos 70, a então difícil situação financeira do setor e, em seguida, os acidentes de Chernobyl e de Fukushima, estagnaram o investimento em novas centrais.
Qual o atual peso da energia nuclear para a produção global de energia e para a produção de eletricidade? Qual o panorama financeiro atual do setor e a sua dependência da Rosatom de Putin? O que diz a literatura científica sobre a sua eventual capacidade para mitigar as alterações climáticas e o que diz sobre os riscos associados à sua operação (trabalhadores e populações), bem como o que diz sobre o impacto dos acidentes ocorridos? O que foi efetivamente validado científica e tecnologicamente para processar e armazenar o combustível nuclear até um horizonte de 600 mil anos?
Além da resposta a todas estas questões fundamentais, Rui Curado da Silva irá ainda abordar nesta sessão Pontos nos iii temas de atualidade, de que são exemplo os riscos da energia nuclear em cenários de guerra (Ucrânia e Irão), a proposta dos reatores modulares de baixa potência e a investigação da fusão nuclear para produção de energia.
Nota biográfica:
Rui Curado da Silva é Engenheiro Físico, Professor Auxiliar na Universidade de Coimbra e coordenador do grupo i-ASTRO do LIP - Laboratório de Instrumentação e Física Experimental de Partículas. É o investigador principal da experiência GLOSS (Gamma-ray Laue Optics and Solid State detectors) que voou recentemente na Estação Espacial Internacional e da missão THOR (Terrestrial Gamma-ray Flash Science and Monitoring for Aviation Safety) que será lançada no voo inaugural do Space Rider. Coordena um trabalho de monitorização do ambiente de radiação do bairro residencial das minas de urânio da Urgeiriça, em Nelas.