Leibniz — Crónica De Uma Pintura Perdida

A Rainha Carlota admira o filósofo iluminista Leibniz desde que foi sua aluna. Como Rainha da Prússia, anseia pelas suas sábias respostas às grandes questões da vida – tanto que decide encomendar um retrato dele. Edgar Reitz filma as sessões de pintura como uma série de debates apaixonados entre filósofo e artistas. No entanto, só a pintora holandesa Aaltje van der Meer o desafia com o seu amor inabalável pela arte. O retrato de Leibniz assinado por Aaltje, que veio a ser reconhecido como uma obra-prima da pintura barroca, está perdido até hoje.
Edgar Reitz (Hunsrück, Alemanha) realizou em 1967 a sua primeira longa-metragem, Mahlzeiten (Table for Love), premiada no Festival de Veneza e expressiva do Novo Cinema Alemão, decorrente do Manifesto Oberhausen. Ao longo das décadas seguintes, Reitz não só realizaria vários filmes, como também publicaria artigos e livros sobre teoria e estética do cinema. Em 1995, formou o Instituto Europeu de Cinema, EIKK em Karlsruhe, que dirigiu até 1998. Entre os seus filmes mais importantes contam-se Cardillac (1969), Die Reise Nach Wien (1973), e a trilogia Heimat, composta por 30 longas-metragens individuais que formam uma das mais extensas narrativas no cinema. Ao longo dos anos, foi distinguido por várias universidades e festivais de cinema europeus, entre os quais Berlim e Veneza, e em 2006 recebeu também a Ordem de Mérito da República Federal da Alemanha. Em 2013, Reitz foi convidado do LEFFEST, onde apresentou a obra Heimat – Crónica de uma Nostalgia. Durante uma década afastado do ofício de realizador, regressou em 2024 com o documentário Filmstunde_23, co-assinado por Jörg Adolph, e agora volta-se de novo para a ficção com Leibniz – Chronicle of a Lost Painting, em torno do filósofo alemão.